À frente de uma articulação inédita entre logística, mercado internacional e gestão empresarial, Flávia Milaneze consolida o Brasil como fornecedor global de rochas ornamentais.

O setor brasileiro de rochas naturais registra em 2025 um de seus momentos mais consistentes em termos de crescimento, estratégia e posicionamento internacional. As exportações se aproximam de US$ 1,5 bilhão, resultado de uma combinação rara entre demanda global aquecida, eficiência logística e gestão orientada ao mercado externo.
No centro desse avanço está Flávia Milaneze, executiva que transformou uma empresa familiar do Espírito Santo em uma plataforma de conexão entre produtores brasileiros e polos internacionais de consumo. A atuação vai além da venda. Envolve inteligência comercial, construção de marca e negociação logística em mercados complexos.
Um dos marcos recentes é a expansão no Oriente Médio, região estratégica para o setor de construção de alto padrão. A abertura desse mercado ocorre por meio de acordos logísticos inéditos, que reduzem custos, aumentam previsibilidade e ampliam a competitividade do produto brasileiro frente a fornecedores tradicionais.
O desempenho do setor também reflete mudanças estruturais. Empresas investem em governança, padronização de processos e posicionamento premium. A rocha brasileira deixa de ser apenas commodity e passa a disputar espaço como produto de valor agregado, com design, rastreabilidade e sustentabilidade.
Do ponto de vista econômico, o impacto é relevante. O avanço das exportações fortalece a balança comercial, gera empregos industriais e logísticos e consolida o Espírito Santo como hub global de rochas ornamentais. O setor ganha escala sem perder diversidade produtiva.
A trajetória evidencia uma lição central para o agronegócio mineral brasileiro: crescimento internacional exige mais do que oferta. Exige estratégia, leitura de mercado e capacidade de construir pontes duradouras com o mundo.



